[ no banheiro ]


Quarta-feira , 16 de Novembro de 2005


Malintento

A intenção quando eu entrei aqui hoje, era fazer a minha retirada definitiva do site. Sabem como é, venceu meu contrato, não tem mais espaço pra mim, estava procurando outra freguesia pra escrever... Bom, eu ia me retirar e levar comigo os meus posts, pra deixar o Banheiro tão inédito quanto eu cheguei. Mas acontece  que eu estava dando uma olhada por tudo q eu tinha escrito, e um comentário que fizeram no meu primeiro post (Aprender, do Shekspeare), e q eu só vi hoje, me fez mudar de idéia. Reconsiderei e decidi que, por enquanto, os textos continuam. Bom, mas apesar disso, não muda o fato de que o meu contrato realmente expirou. Eu não pretendo postar nada novo, no máximo alguma coisinha q eu pegar na net, pra manter o site vivo, mas nada de meu. Vou primeiro fechar com a minha nova casa e encontrar alguém para manter O Banheiro para seus três leitores fiéis. Quando eu mudar de blog, eu deixo o endereço e aí sim, os meus posts vão embora, mas até lá, deixa tudo como está. Mi canto no és más que un mal intento, crianças. Feliz Natal e sejam boas. Ow, crianças... isso é só o fim, isso é só o fim. 

Escrito por Lê às 21h22
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Segunda-feira , 26 de Setembro de 2005


Retrô Romântico embalado por "Anos Incríveis"

I'm Not In Love
10cc
 
    I'm not in love
So don't forget it
It's just a silly phase I'm going through
And just because I call you up
Don't get me wrong
Don't think you've got it made
I'm not in love
No, no
It's because
I'd like to see you
But then again
It doesn't mean you mean that much to me
So if I call you
Don't make a fuss
Don't tell your friends about the two of us
I'm in love
No, no
It's because
(Be quiet...big boys don't cry...)
I keep your picture
Upon the wall
It hides a nasty stain that's lying there
So don't you ask me
To give it back
I know you know it doesn't mean that much to me
I'm not in love
No, no
It's because
Ooh, you'll wait a long time for me
Ooh, you'll wait a long time
I'm not in love, I'm not in love

Escrito por Lê às 00h22
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Segunda-feira , 19 de Setembro de 2005


Um pouco de Erasmo Carlos

 

A Carta

 escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
                             F
  porque veio a saudade visitar meu coração
                 Dm            A#           C
  espero que desculpes meus errinhos por favor
                                     F      A#   F
  nas frases desta carta que é uma prova de afeição
                   Dm              A#         C
  talvez tu não a leias, mas quem sabe até darás
                           F
  resposta imediata me chamando de meu bem
                 Dm            A#             C
  porém o que importa é confessar-te uma vez mais
                                 F
  não sei amar na vida mais ninguém
   A#          C
  tanto tempo faz
      F           Dm
  que li no teu olhar
     A#          C             F
  a vida cor de rosa que eu sonhava
      A#            C
  e guardo a impressão

FecharClique para participar!


      F           Dm
  de que já vi passar
     G
  um ano sem te ver
     C
  um ano sem te amar
    A#           C
  e ao me apaixonar
       F          Dm
  por ti não reparei
      A#           C       F
  que tu tivestes só entusiasmo
     A#        C
  e para terminar
    F         Dm
  amor assinarei
      A#            C
  do sempre sempre teu
    F    A# F
  Erasmo

Escrito por Lê às 22h37
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Sexta-feira , 29 de Julho de 2005


Variar Cardápio

 

Já a D. Zulmira ouvia, constantemente as reclamações do Jorjão, seu marido, mecânico de geladeiras e máquinas de lavar, o melhor da região, recomende às suas amigas.

Acontece que o marido alegava que, depois de catorze anos de casados, a mulher tornara-se um dos objetos que ele costumava consertar. Os amigos riram. Como assim? Geladeira. D. Zulmira virara, literalmente, uma geladeira. Não correspondia às carícias do Jorjão à noite quando era procurada. Não assistia mais aos filminhos franceses que, antes, o casal tanto apreciava. Sexo nos lugares públicos, que antes enlouquecia a D. Zulmira, agora não fazia levantar nem um mísero pêlinho de seu braço, nem um arrepiozinho, nada. Nem dentro do confessionário, Jorjão dizia, a mulher sentia prazer. Eles, logo eles, que foram expulsos de três igrejas durante o curso de noivos devido à essa prática heterodoxa de sexo, sendo apanhados duas vezes por um coroinha e uma vez por uma freira que foi parar no hospital depois de desmaiar. Não tinha jeito. A Mira tornara-se frígida, lamentava o mecânico.

A D. Zulmira, dona de casa há catorze anos, mãe de duas crianças pequenas. Sua única diversão eram as novelas durante a semana. De domingo, por mais que sentisse vontade de assitir ao Fantástico, era obrigada a ver homens em volta de uma mesa discutindo os lances do campeonato na TV. A vida era cansativa, era isso. Enjoara da rotina e nenhuma tentativa de quebrá-la alegrava muito, dizia. As amigas concordavam com a D. Zulmira. É verdade, diziam, a vida de dona de casa estressa qualquer um. Mas no fundo sabiam que não era só isso. Era o Jorjão. O mesmo homem durante uma vida inteira realmente devia cansar. Solange, amiga de D. Zulmira, uma vez chegou a insinuar, levemente, que a amiga arranjasse outro homem. Assim, só para sair um pouquinho, dar umas voltas. Não seria necessariamente, traição. só... “variar cardápio”, como disse. Mas D. Zulmira foi intransigente. Não trairia, nem em pensamento, o marido.

Acontece também que o Destino é engraçado, prega-nos peças e brinca com as almas pequenas, fazendo com que as pessoas sejam postas no papel das moscas de Sheakspeare e o próprio destino sendo os garotos maus, manipulando a seu bel prazer suas mosquinhas. Quis, portanto, que um dia, enquanto consertava uma máquina de lavar, estando abaixado, analisando o motor, Jorjão recebesse dos céus não uma luz de graça divina, mais uma chave inglesa bem grande, direto na cabeça. Desmaiou no ato. Quando recobrou a consciência, jurava se chamar Adolfo, ser artista plástico e dono de idéias maravilhosas para mudar o mundo.

Jorjão foi levado para casa, onde foi recebido por uma D. Zulmira assustada quando soube do marido. Os amigos de Jorjão também se preocuparam, mas não entenderam a decisão de D. Zulmira de retardar sua ida a um especialista.

Aconteceu, por fim, que D. Zulmira achou Adolfo muito mais interessante que Jorjão e resolveu ficar com o artista plástico no lugar do mecânico. Diz para si mesma que, afinal, não é traição, já que o homem é o mesmo, só mudou o “recheio”, mas não anda muito convencida, e toda noite, antes de dormir, reza três Ave-Marias para se precaver de um possível pecado. Isso quando Adolfo deixa, porque o novo marido anda mais insaciável do que o antigo.

                                         Andre Loramaso

Escrito por Lê às 22h21
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Quinta-feira , 21 de Julho de 2005


Jealous, you say, jealous, and dont' know why. But now, I'm afraid, 'cause I'm a jealous guy

Jealous Guy

Lennon

I was dreaming of the past,
And my heart was beating fast,
I began to lose control,
I began to lose control,
I didn't mean to hurt you,
I'm sorry that i made you cry,
I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous guy.
I was feeling insecure,
You might not love me anymore,
I was shivering inside,
I was shivering inside,
I didn't mean to hurt you,
I'm sorry that i made you cry,
I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous guy.
I didn't mean to hurt you,
I'm sorry that i made you cry,
I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous guy.
I was tryin' to catch your eye,
Thought that you was tryin' to hide,
I was swallowing my pain,
I was swallowing my pain,I didn't mean to hurt you,
I'm sorry that i made you cry,
I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous guy.
I'm just a jealous guy,
I'm just a jealous guy,
I'm just a jealous guy.

Escrito por Lê às 18h42
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Terça-feira , 28 de Junho de 2005


Sweet November

 

Amar é uma coisa complicada. Mais difícil ainda, é ter o tal amor, que pode vir da maneira mais inóspita do mundo e ser doloroso em algum momento, ou pode vir fácil e ser bom. Imagine que em dado ponto da sua vida, aparece alguém disposto a mudá-la, disposto a mostrar a você que há modos de ser feliz que você, por motivos diversos, teve os olhos vendados e nunca pôde descobrir. Então, quando menos se espera, surge essa pessoa, e entra na sua vida e faz tudo para tirar a venda dos seus olhos, fazendo-lhe descobrir que o mundo é muito mais do que aquela caixa de concreto em que você viva e pensava que era tudo e seguro, na verdade, mero placebo para dores cotidianas. Essa pessoa é de tal maneira intensa em suas ações, que lhe deixa desconcertado, achando, no começo, que é loucura e você pode estar perdendo um tempo que não tem, que a vida não pode ser perfeita e tão absurdamente simples como lhe é agora mostrado. Depois, você é obrigado a acreditar que sim, que tudo é belo e a vida, afinal, é perfeita. Mas acontece que “nada dura para sempre, exceto a Terra e o Céu”, então, uma hora essa pessoa tem que sair da sua vida e você passa a ter a certeza de que não, a vida não é, nem de longe, perfeita. Bem no momento em que você estava disposto a aceitar que estava errado e tudo pode ser melhor, vem a pessoa que estava mudando sua vida e põe novamente a venda em seus olhos, forçando-o a procurar, no escuro, por alguém que não mais está ali. E você, ao perceber que fracassou em sua busca, nada mais tem a fazer exceto seguir em frente, tendo apenas a memória de um tempo bom. Um tempo que pode ter sido, digamos, apenas um mês.

            A vontade de que surja essa pessoa, em parte descontrolada (por ser tão emocionalmente envolvida com a vida), em parte racional (por ter a noção de que nada é eterno e, por isso mesmo, segue à mão de ferro a filosofia do Carpe Diem o que, ao fim das contas, faz com que “descontrolada” e “racional” sejam sinônimos no contexto) em sua entediante vida, fazendo com que se veja tudo com outros olhos é grande em praticamente todas as pessoas. Ninguém nunca está satisfeito com a própria vida, sempre acha que poderia ser melhor, e é justamente esse sentimento que nos impulsiona a querer sempre mais de nós mesmos e dos que nos cercam. E a perspectiva de que o mundo particular, magicamente mude de uma hora para outra, seja com um fato ou uma pessoa inesperada, é o que impele as pessoas a sonharem sempre, desatando-as do mundo real e fazendo-as inocentes, às vezes um tanto preguiçosas, a certos momentos. Porque, convenhamos, esperar que do céu caia a solução para os problemas é um tanto equivocado de nossa parte. Mas tudo bem, sonhar com um doce mês também faz parte da natureza. Da nossa natureza. Então, vamos sonhar. Se eu pudesse escolher um mês para ser esse tal, um mês que fosse infinito enquanto durasse, escolheria julho. Julho é férias e é sempre bom ter um tempo livre, à toa um pouco. As chances de algo de bom acontecer num mês teoricamente sem estresse e complicações são muito maiores do que em um outro mês qualquer. Enfim, julho seria o meu mês. E quanto a você? Qual seria seu Doce Novembro?

                                                                                                                                                                     A. Loramaso

Escrito por Lê às 21h34
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Segunda-feira , 02 de Maio de 2005


Reticências

O poema a seguir, eu dedico à pobre Bruna, que tanto aguarda alguma coisa nova no blog, mas eu... ah, estou numa certa... "crise produtiva", rere. Quando eu escrever alguma coisa nova, eu boto aqui, e dedico pra você de novo, pode ser? Até lá, se contenta com isso, mesmo. Nada de Augusto dos Anjos, tá... alguma coisa mais leve. Assim, eu finjo que eu sou romântico e você finge que é normal, beleza, doida? Ta aí. Ops! É um Caeiro...

 

O amor é uma companhia
 
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
 
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
 
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
 
                                   Alberto Caeiro
 
Beijo, doida.

Escrito por Lê às 21h53
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Um dia recebi um e-mail de um cara que, depois de ler o primeiro texto sobre a juventude, sentiu-se inspirado e escreveu um outro texto, falando mais ou menos sobre o mesmo assunto. Acontece que a história foi tão interessante para ele, que este escritor - chamado aqui por Guto - não parou mais, e continuou escrevendo. A seguir, sua série intitulada "Reviravolta", onde é mostrado um certo desconforto em relação a... tudo. Desde o Escatológico Capítulo 1 à semi-redenção do desfecho, divagante como Neil Gaiman na consagrada série "Sandman" e conciso e um tanto perturbador como Augusto dos Anjos, "Reviravolta", por Guto.  

Reviravolta - Capítulo 01

 Das palavras contidas nestas linhas não me responsabilizo por nenhuma, pois estarei colocando aqui todo o vômito criado pelos dias em que estive morto... Dos segundos em que cheguei a pensar em como falar de mim mesmo, descobri que foram horas perdidas, pois ninguém sabe o que é, e muito menos quem pode ser... Se alguma coisa aqui ficar atravessada na sua garganta, me avise, pois quero sentir o prazer de ver um infeliz agonizando, seu fraco!!! Não sou homem, nem mulher, sou um mestre em se escravisar nos próprios medos, estes que ignoro... Do meu coração não poderás esperar nada, sendo que este não existe, sou um objeto dessecado. Sei que é difícl aceitar, mas, que palavras podem contar uma história bonita, vindas de uma coisa tão bizarra? Garanto-lhe que irá tornar-se uma pessoa mais rude depois de ler isto, estarei fazendo parte de sua mente...
 No instante em que olhei ao céu pra contar as estrelas, cometi um grande engano, pois as nuvens cobriam a esperança de encontrar alguma luz. E, depois dessa decepção, fiquei triste, olhei pra frente e continuei caminhando... A rua, como sempre, andava vazia para mim, apesar da imensa população, eu não fazia parte do todo. Caminhava em linha reta, pois sempre acreditei que deveria continuar no mesmo sentindo, não importando as angústias... Na verdade sempre parei quando estive com medo, mas agora, mesmo estando no mato sem cachorro, continuo a olhar as nuvens trovoantes que fazem do horizonte uma grande festa de luzes, comemorando a minha decepção. Convenço a minha emoção, crio cenas que ninguém pode ver, faço da vida uma imensa peça de teatro, onde sou o personagem principal, o palhaço... Não me acham engraçado, mas encontro-me na opnião de achar-me ridículo e sabe o porquê? Pois não cumpro nenhum pouco daquilo que digo. E não ridicularise a verdade, dizendo que isto é uma característica humana, não vença a sua vontade de ser o que é, pois é esta quem vai lhe garantir uma boa morte. Eu, que estive morto garanto, é melhor viver vivo...
 Mas, ora pois, que dúvida é esta? Vou me esquecer dela... Porém, alguma outra coisa tem que vir ao seu complemento, e que seria .... o que seria? Vou botar pra fora algo sincero, aquele mesmo de outro tempo: - Guto, a cada dia nasce um pouco, Guto, este que inúmeras figuras representa, está entre todos ao tempo que ninguém o percebe, está estre cada linha desta e a cada dia de sua vida, você mesmo que lê... Sim, mas que coisa tão fraca pra um homem sem medo, que posição tão fácil pra um guerreiro das trevas, um morto sem nome, um homem sem luz. Não medito nestas, pois me fazem esquecer do céu, as nuvens o esconde, mas a lembrança nunca morre, mas ao mesmo milésimo de instante recordo todo o mundo, tudo aquilo que vive. E 2 milésimos de instante depois relembro que a lembrança não é vida... Porém toda regra tem exceções, sendo assim, muitos loucos vivem daquilo que já foi, ou do que poderia ser...
 Ahhhh, acordei depois de um tropeção, que me fez colher aquilo que parecia uma terra sem palmeiras, depois de ver as minhas próprias fezes e descobrir que havia comido mal... Que lixo intoxicante, por qual motivo me levou a procurar estas ou aquelas? Não importa, talvez seja possível que tudo volte, mas não será a mesma coisa... Tudo muda, enclusive o vômito, depois de atirado no chão e observado de perto... Venho a ver que tudo parecia uma mera ilusão. Mas, iludidos são aqueles que não se deixam levar pelas mais remotas possibilidades, são aqueles que vivem na frieza da vida normal e na esperança de um dia morrerem... Mortos se encontram e assim cadáveres são, ora pois, talvez por isto que os outros não me vejam, pois desiludido sou da vida e não a vivo, mas a aceito. Acredito que o impossível não exista, ao menos ao que idolatram a sua magnitude. Enfim suspiro, e insiro nesta linha o golpe de misericórdia ao leitor: Tudo acabou...

23:56 25/3/2005 Guto

Escrito por Lê às 21h12
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Reviravolta - Capítulo 02

 A espada que range o seu metal por detrás dos meus ouvidos, faz soar o grito de dor que o próximo otário vai dar, depois que eu o corrigir. E, num instade de ira, ataco meu oponente, infeliz! Observo seus despojos atirados à minha frente, enquando um mar vermelho me faz de ilha... Assim, o mundo pára, e começa a chorar o céu sobre minha mente, começam a vir as lembranças das pessoas queridas, começa agora o início do fim...
 Dei de ombros, sai andando com a espada nas costas, pesada, ao peso de um corpo, à lembrança de um mal. Sem me arrempender, parei de pensar no que já foi, trombei com um vilão, somente perdi meu coração... Que criatura tão cruel, ao passo de um homem matei outro! Se eu fosse ... que importaria, não sou! QUERO ACORDAR!!!....
 Da vida que já imaginei em meus caminhos, um samurai já encontrei, um cavaleiro já me senti, um nome já tive. E das imagens que agora procuro são aquelas que me vêem à mente quando acredito que um dia irei chorar novamente... Nos dias que passam, descubro medos que nunca imaginei, repito habitos que não desejo, revejo que ainda não sou um augusto, mas sem dúvida, que a cada dia melhoro um pouquinho de nada. Paro! Penso... Reflito... O que reflito? O vazio, o amor, a inteligência, ou a demência? Cada um desses tem um profundo fundamento, reflito tudo isto, mas cada um a cada instante, duvidas? Quando passo por detrás de tuas costas e nem me ouve, ou me sente, o que promovo? Quando confesso-lhe o meu trabalho ao bem o que proporciono? Assim quando lhe revelo um mistério insondável o que aparento? E assim, quando lhe digo palavras estranhas sem direção ou sentidos, sem nada, mais obscuras e vazia do que o próprio nada.
 Ei, se pretende mesmo chegar ao fim destes capítulos necessita conhecer-me bem, tanto quanto a destra que me segue em todos os atos, deixe de ser a esquerda, pegue-me pela mão e vença-me! Se superar a todos os caos que me ganha o mundo, garantirá-me uma nova vida. E por fim, vença o mais forte, o ultimo capítulo será uma tortura sem limites, salvo que me salve...

20:16 1/4/2005 Gutóvisk

Escrito por Lê às 21h07
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Reviravolta - Capítulo 03

 E por detrás das cortinas se desprendem as máscaras dos dias em que não estive nu. Sabei entender o que digo, não só por não enlouquecer, mas também para aprender aquilo que posso lhe ensinar, a cantar por exemplo, ou seja, gritar as loucuras que nos vem à cabeça... Enfim, na época em que comecei a sofrer as angústias das palavras malditas, em todo o seu sentido, regozijei-me daquilo que ao mais longe pretendo lhe passar: a paz. Tão são, tão louco, acreditei e até hoje acredito, não menti, mas enganei. "Me enganei". Por favor não se irrite com a minha repetitividade, nem pela minha esquisitisse, mas, fui poeta... Perdão pela grande perda que sofri, ou senão, por aquilo que nem conquistei, apenas senti. Que vida, oh fóton, é esta a comparação que devo ao que quis e ao que fiz. Embora eu esteja sendo chato vou mudar de discurso, começarei agora a apontar cada linha em que quebrei as regras do meu ser.
 Entediante foram os momentos em que tentei mostrar a mim mesmo um caminho que até hoje não sei ao certo qual é, pois é vida, entrei na curva errada e vi um imenso gigante encarando-me. Oh, esqueceu-se que não sou covarde: mostrei a ele qual é minha honra e a que títulos meu nome deve satisfação. Não matei-o, pois não existia, uma miragem não é real, o caminho, a esquina, não sei o que forão, nem o que são. Bem, pois mal, lembro-me, não querendo novamente ser repetitivo, de coisas que, porra, não faço idéia do que são, do que foram, o gigante é um exemplo...
 Porém, aida consegui lembrar daquilo que me faz vivo, depois de assassinar uns amores, lembrei de outros, estes que me compõe. Que fique explícito que sou um PIER, e mais, que fique escrito que para sempre seremos... Não quero resgatar neste fim tudo aquilo que vivi, nem tudo o que irei viver, mas, como sabem, depois de cada noite vem um dia, e um Sol a nos iluminar. Sem ser tolo novamente, coloco entre teu ombros um laço bem dado, o qual irá lhe enforcar se por algum momento necessitar de um assassino.
 E, que fique bem claro que o mundo é uma sombra, que a vida é o prelúdio da morte, e se me virem na rua, com seus próprios olhos, sorriam, pois não precisam me provar que são cruéis, já os conheço... Com muito prazer venho lhes dizer que a cada tiro, ou flechada (como preferir), fico mais forte, pois a morte não é capaz de chegar à mim, sendo que não sou vivo, nem ao menos sou. Desta forma não me encare, mas me acompanhe, não me olhe, mas me observe... Coragem, você sabe como tudo acaba, num novo começo...

20:08 7/4/2005 Com votos de paz, Gutolino

Escrito por Lê às 21h06
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Reviravolta - Capítulo 04

 Besteira, a vida não é uma droga, é uma bosta! Desta terra marrom veio tudo isto que estou exaurindo em tua cara! Digas, não estou enchendo seu saco e seu ouvido de um monte de merda? Não brinques com a verdade, não seja infiel ao que ainda te resta! Espere, agora corra, a vida não é free. Então fique esperto...
 Seja na lua cheia, seja no sol do meio dia, a sua visão deve ficar bem aberta ao que os marginais têm a lhe oferecer. Não seja ríspido, eles também são gente, não fique com medo, eles ainda têm mães, e assim passe o que não lhe pertence. Não páre, pois tudo deve correr conforme o previsto, numa simples caminhada. Depois de tudo, fique feliz, pois não foi o seu sorriso que ele veiu roubar...
 Porém, será o marginal um marginal? Será o homem um ser? Que será de nós? Capricho na resposta venho a ter, mas, não sei o que achar... Subi, segundo o meu olhar, uma certa rua, na qual havia um homem descendo, ao meu ponto de vista, dizia ele que estava a me seguir, mas ao meu ver, estava a me encarar e, de certo, iria passar... E passou... E no fim, ele ficou sem nada. Por que chamar este homem de marginal? Por que afirmar que de suas palavras iludidas havia alguma maldade? Sem dúvida que ele não queria meu mal, então, por que marginal? Consegui a vitória, a honra e o título, mas que dizer disso tudo?
 Venci meus caprichos e agora afirmo: a sociedade é marginalizada, na verdade, não há marginais, nem ladrões, mas homens... Compro meu carro, bombo minha máquina e saiu na rua, para ser marginalizado pelos homens. Mas se eu fosse eles, eu mataria todos os bombados e todos os malucos que ficam se achando, só porque são imbecis! Podre, e eu me preocupando com issu...
 Vou oferecer-lhe então uma carona, não de carro, mas de outras idéia, outras palavras, outros ideais, não a crítica, mas o pessimismo. O otimismo é um mal do qual minha alma se agarra, uma desgraça que fica me infernizando e criando céus vegetativos em minha mente, esta que compra todas as palavras ditas sem significado e fazem de mim um locutor anônimo, para bom bebedor meia palavra basta, aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!!! Segundos depois, mais calmo, vejo que minnha narração foi absurdamente fiel ao meu ser, entendes? Carimbo em cada parágrafo um 4, e assim coloco em sua mente um motivo para ler apenas até aqui... E dedico a este quinto o meu quinto.

18:31 10/4/2005 À imensidão, Guto

Escrito por Lê às 21h06
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Segunda-feira , 28 de Março de 2005


O Segundo texto sobre junventude

 

Juventude II – No Campo de Centeio

 

         Ser jovem é dançar em um campo minado, é atravessar terrenos hostis, é carregar uma bandeira da Ponte Preta em pleno Brinco de Ouro, é se casar com Barba Azul, é aceitar um chá oferecido por alguma personagem sombria de Agatha Christie, é entrar num carro dirigido pelo Steve Wonder. Exagero? Talvez, mas é como muito vêem o caso.

         Para muitos jovens que eu conheço (eu digo assim de dezesseis, dezessete anos, como eu mesmo), viver é uma das piores coisas que podem existir. É feio, é perigoso e, Meu Deus, é um saco. Um saco muito grande e sem fundo, que nos engole, se amarra e se atira num lixão.

         A verdade é que, por mais que isso possa doer em seus (nossos) ouvidos, crianças, por mais que isso faça com que fiquemos com raiva, vou dizer uma coisa: nossos pais estão certos. Droga, eles sempre estão, não é? Fase, fase, sim. A gente passa por fases. Isso é o mais difícil para todos nós. Eles têm razão. Muitas de nossas atitudes, o maldito Iron Maiden no talo, fazendo ribombar as paredes da casa, o piercing na boca, as calças rasgadas... é fase. Somos nós querendo provar que somos diferentes e, para isso, temos que ficar iguais aos outros à nossa volta. Não temos o que contestar. Claro, NUNCA vamos admitir que eles estão certos,  mas em algum momento a ficha cai, e a gente só vai mesmo ser adulto, quando assumir isso. Ou seja, muitos de nós jamais chega a ser adulto mesmo.

         Uma coisa é curiosa. Eu falo tudo isso, mas estou longe de admitir minha culpa nesse meu processo de “evolução”. Eu conheço a teoria, porque gastei muito tempo recluso em mim mesmo (fato que levou minha mãe a acreditar que eu tinha algum problema sério. “Imagina esse moleque que fica aí quieto o dia inteiro!”) apenas observando os outros mais próximos, donde eu concluí que todas as “verdades” que ouvimos desde que somos pouco mais do que... aqueles aliens que saem da barriga das mães, são verdadeiramente verdadeiras. Estranho, né? É. Mais ainda levando em conta que a teoria ainda não se aplicou a mim. Eu não conheço tudo isso na prática. Vou ser uma eterna criança. Legal.

         Então, chegando ao momento que realmente importa no texto, onde eu queria chegar desde o começo. Vou falar do que eu realmente queria falar, mas fui obrigado a dar toda essa enrolada. Mas ela foi necessária, acredite.

Escrito por Lê às 00h36
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Acontece que, a partir dessas minhas irritantes observações, eu descobri que existem vários tipos de jovens, mas que, estranhamente, todos convertem para um mesmo padrão, que é um bando de pessoas, nem adultos, nem crianças, com medo, muito medo do futuro. Eu percebi que existem os que se importam. Não, eles não se importam de verdade, mas acham que é legal fazer com que se importam, entende? São os que escrevem textos sobre juventude, você conhece o tipo. Ele acha que sabe das coisas, e é o maior ser da Terra, pois é dono da Verdade Absoluta sobre a existência. Rá, rá. Mas eu adoro esse cara, porque ele se preocupa mesmo. Note, há uma diferença entre “se importar” e “se preocupa”. Se ele se importa, é com tudo, em geral. É o cara que, invariavelmente, se torna um mártir. Na Inquisição seria um cientista, que só pararia para se questionar porque o Mundo ainda era aquele poço de ignorância quando o cheiro de churrasco vindo dos seus pés invadisse as narinas. E faria questão de gritar que morreu por nós. Porque o cara se importa, sabe? Agora, quando ele apenas se preocupa, é uma coisa um pouco mais egoísta... ele realmente está preocupado, é verdade, mas está preocupado é consigo mesmo, e com os danos que sua cabeça sofreria se ele quisesse pensar um pouco mais nas coisas. É aceitável. Um pouco menos nobre, é verdade, mas estamos falando de sobrevivência. Ele se preocupa com ele próprio.

         Há ainda o jovem que está aí a passeio, vive para as baladas e todas as maravilhas do mundo moderno; julga que não há conflitos, que o mundo é belo. Ele não quer se preocupar, ou se importar, ele quer viver, o que é legal. Só que, muitas vezes, isso se torna algo inconseqüente, e quando ele abre os olhos, surpresa! O mundo está aí e não tem a luz negra e os neóns da Usina Royal. Na verdade, parece uma versão do clipe de Do the Evolution do Pearl Jam, e isso não é nada bonito. Aí esse cara pensa: uau! Como tudo mudou de repente? A verdade é que não mudou, as coisas sempre foram assim e ele é que nunca viu. Aí ele pergunta horrorizado para as outras pessoas como é que elas podem viver num mundo tão feio, ao que essas outras pessoas respondem você está louco? O mundo sempre foi assim. É que o nosso amigo baladeiro só abriu os olhos agora, é como um bebê que acaba de escapar da placenta, ou como o Neo recém chegado ao Deserto do Real (“por quê meus olhos doem?” “porque você nunca os usou”). Todos os outros já estão calejados pela paisagem cinza, mas o nosso amigo não. Esse cara, coitado, sofre. Mas sempre há uma saída. “Pra quem sabe olhar pra trás, nenhuma rua é sem saída”.

         Há vários e vários tipos de jovens ainda, que, por sono, eu não vou citar. Estou cansado e quero ir dormir, já está tarde, mas eu devo exercer meu ofício malsão e terminar esse texto. Só vou encurtar um pouco, apenas citando alguns outros tipos: há os revolucionários (que já mereceram um texto só deles), há os nerds, para quem o mundo é uma conexão a cabo, há os tortos, que se entortaram no caminho, mas que podem vir a ser de qualquer outro tipo ainda; há os artistas, os bobos, os fúteis, os metidos a besta, os “frases de internet”, que colocam textos quilométricos nos seus nicks de Msn, apenas repetindo o que ouviram ou leram, e que acham que é legal fazer isso! Meu Deus! Eles mandam correntes pelo e-mail! Essas correntes são piores do que aquelas mensagens de “enlarge your penis”. Eu já recebi uma corrente, juro, em que pediam ajuda para as vítimas do Tsunami no ORIENTE MÉDIO! Argh! Eu tenho uma particular “anti-afeição” por esse tipo. Ah, com esses pensamentos que me invadiram agora, lá vão pelo ralo os outros tipos que eu tinha em mente. Mas ainda há um, que eu deixei para o final.

Escrito por Lê às 00h35
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O que eu mais vejo são os jovens da nossa Geração Perdida, que nada tem a ver com a geração de Hemingway. A nossa geração é perdida mesmo, no mal sentido, a partir do ponto em que existem jovens como os que vemos. Jovens depressivos, tristes, que passam a maior parte do tempo estirados em divãs. Não, não é exagero, isso realmente existe e, droga, é mais comum do que se imagina. Quer dizer, eu acredito que seja, pelo número de pessoas assim que eu conheço. O problema dos psicólogos é que, muitas vezes, eles acreditam, que conhecem mais esses jovens do que eles próprios, o que é uma lástima, na maior parte das vezes. Esses jovens são tristes. Claro, existe um grande número que faz cena. São meninos e meninas que nada têm com esse “estilo de ser”, mas que, por serem ridículos, acham bonito fazer tipo. Ah, e como existem jovens ridículos.

         O que preocupa são os que sofrem de verdade com tudo isso, com os problemas. São afetados pelo mundo, como se tudo lá fora fosse uma grande seringa, prestes a contaminá-los. Esses sempre têm motivo para ser como são; sejam problemas sérios em casa, ou problemas pequenos que lhes parecem colossos, sempre existe uma razão. É complicado. E há também os que, mesmo sem um motivo aparente, sentem-se tristes, acabados. Tudo os deprime, tudo os incomoda, as pessoas lhes são sempre escárnios, mas eles nem sabem o porquê. Algumas pessoas conseguem explicar isso bem, como Salinger. Eu não sou uma delas, mas eu me esforço, porque eu vejo essas pessoas de perto, e quero, de verdade, entende-las, para que não fiquemos todos como Holden Caulfield: eternamente em nossos campos de centeio.

                                                                                                    Andre Loramaso

 

dica de leitura: O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger

Escrito por Lê às 00h35
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Domingo , 20 de Março de 2005


Subliminar

Um post subliminar. Para adicionar à sessão de "Preferidos"
VERSOS ÍNTIMOS




Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


pantera-negra


Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!





Augusto dos Anjos

Escrito por Lê às 02h06
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Domingo , 06 de Março de 2005


Juventude

Juventude

A partir de agora, alguns (ou pelo menos este, que já está escrito) estudos sobre a Juventude. Nada de mais, só algumas idéias.Ok. Então, como tema desse primeiro texto, a Juventude Revolucionária.

Escrito por Lê às 01h44
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Juventude I - Revolucionários

 

             É engraçado tudo isso. Eu sou de uma geração sem paixões, sem grandes ídolos, sem grandes motivações. Eu sou de uma geração que acha Big Brother o máximo e não perde uma prova do líder, mas que sequer já ouviu o nome George Orwell. Sem contar que 1984 é só um ano distante, antes de nascermos. Sou de uma geração que ouve música reciclada e acha o máximo, isso quando a música não é só um bate-estaca sem graça, que nos remete ao início da música na face da terra, quando os aborígines ficavam batucando os troncos das árvores e a cabeça dos inimigos (sim, pois mesmo antes de falarmos ou escrevermos, nós já tínhamos inimigos). Mas o que eu acho mais engraçado, é que eu sou de uma geração em que as pessoas acham que deve ser legal se fazer de culta e entendida, e acredita que podem dissertar a respeito de si mesmas. E ainda sou de uma geração em que algumas pessoas acham que é bonito estufar o peito e dizer de boca cheia: “Sou um Revolucionário!”.

            É importante lembrar que não somos mais a Geração Coca-Cola. Não apenas. Somos a Geração Motorola, Copy-Cola (“control c control v”) e mais um sem número de inutilidades indispensáveis. Não somos mais burgueses, mesmo porque os conceitos mudam. A minha geração no máximo já ouviu a palavra “burguesia” no meio de uma aula de História em que não prestam atenção, ou ficaram conhecendo o Burguês graças ao filme do Cazuza, e puderam constatar como ele fedia. É mentira que não temos religião. Somos “googlistas”, acreditamos no grande Deus Google (olá, Malvados*), com sua imensa sabedoria. Basta um clique que descobrimos tudo a respeito de tudo: desde como funciona a estrutura de uma Bic até os mais profundos mistérios da Humanidade, passando por um sem número de teorias conspiratórias e verdades sobre o início dos tempos. Mas... será que ainda somos o futuro da Nação? Claro! Somos “Revolucionários”!

Escrito por Lê às 01h44
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Tudo bem, eu ainda sou praticamente uma criança, mas já fui mais criança ainda do que isso! E também já fui Revolucionário! Já rasguei meus jeans e comprei uma camiseta vermelha com a cara do Che, naquela foto do Korda. Despenteei meu cabelo, comecei a ouvir Sex Pistols e virei punk, levando junto um amigo. É claro, naquele tempo, nosso maior ato com base revolucionária contra o Imperialismo Norte Americano (como nós adorávamos esse termo! E íamos aos céus chamando os “doninhos do mundo” de estadosunidenses) era, a curto prazo, parar de tomar Coca-Cola. Invadiram o Iraque? Porcos Norte-Americanos, ops, Estadosunidenses! Nunca mais vou tomar Coca-Cola. E não tomávamos. A longo prazo, nós queríamos explodir todas as filiais de Mc Donald’s que encontrássemos. Era engraçado. Tudo bem, agora eu já não faço mais isso. Sou o belo exemplo do filho do Marketing, fico muito feliz quando eu compro alguma coisa para mim, condenei Karl Marx num julgamento da escola e hoje tenho cólicas se alguém pronuncia a palavra Socialismo perto de mim. Ah, o meu amigo da minha época punk ainda não se tocou, e hoje ele ainda pode ser visto andando de roupa rasgada e coturno pela Feira Hippie, com uma doida de cabelo roxo e piercing na boca, que acha que Billy Idol é Deus e Sid Vicious Jesus Cristo.

            Mas o que mais me faz entrar em estado de torpor, que me faz balançar a cabeça entre divertido, penalizado e levemente enfurecido é aquele cara que ainda compra todo artigo referente às Revoluções Urbanas que pode encontrar (camisetas com estampas que lembram o tempo da Ditadura, livros que nunca vai ler, todo tipo de souveniers da época em que os jovens agiam passionalmente, sem medo e de peito aberto para tudo, para as críticas e as borrachadas do Governo), preparam uma pose de intelectual, destilando todo o conhecimento comprado para impressionar sabe-se lá quem. É aquele cara que ainda diz que vai fazer de tudo contra o maldito Imperialismo Norte-Americano, mas não entende as mudanças pelas quais o Mundo está constantemente passando. Aliás, ele nem sabe que o Mundo está mudando, ele parou no esteriótipo do que ouviu há tempos. É o cara que não entende o que acontece com o próprio país, que sabe o nome dos guitarristas das piores bandas de todos os movimentos idiotas que existiram nos Estados Unidos (porcos!), mas que coça a cabeça quando alguém pergunta “e o Severino Cavalcantti?”. O cara que não opina sobre as células tronco (quê isso?), mas que, apesar de revolucionário e, por conseguinte contra praticamente tudo que vem do Norte, sabe quem foi o eliminado de terça feira. É o cara que, provavelmente quer prestar Filosofia na Unicamp e vai descobrir (SE descobrir) tarde demais que perdeu um tempo precioso. Curiosamente, eu tenho bem menos desse cara do que eu imaginava. Crianças: somos Revolucionários? Assistam Cabra Cega, que estréia no dia 15 de Abril. Nós não precisamos de um motivo forte agora pra sermos essas pessoas que muitos queremos ser. Motivos há de monte. Só falta a gente se interessar. Isso é o que falta para a nossa Geração ser um pouquinho melhor: pensar.

 

PS: só lembrando que é um ENORME erro generalizar...

                                                                                                                                Langdon.

                                                                                                                         6/3/05   1:29

 

* www.malvados.com.br

Escrito por Lê às 01h44
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Domingo , 06 de Fevereiro de 2005


Carnaval

Já faz tempo que eu não escrevo nada para o site. Agora, meio sem nada pra fazer, resolvi escrever este. Nada de gordinhos ou qualquer outra coisa que "ofenda" nossos "queridos" leitores, que provavelmente já não me agüentam mais aqui. É um texto sem nada de muito luxo. Deveria ser, uma vez que, provavelmente, é meu último post no "banheiro". Talvez eu me mude pra outro site, onde eu não seja Intruso no blog e, principalmente, na vida de ninguém. É um texto sem o glamour que merecia, mas enfim, tudo é uma grande festa. Lets face the music and dance pessoal. (Roubando um pouco Verissimo) pelas pequenas confusões às quais fui responsável, peço desculpas. Às grandes, eu não me responsabilizo. Ah, valeu, Lee, por (quase) sempre comentar. Alguém tinha que fazer isso, cara. Valeu.

Carnaval: Vai Passar

Carnaval, carnaval, carnaval... eu fico triste quando chega o carnaval. É só comigo isso? Bom, acusem-me de ranzinza, estraga-prazeres ou qualquer outra coisa, mas a verdade, pura e simples é que... eu não vejo graça nisso. É tão mal assim? Acho que não, já que o que se expõe hoje em dia nos sambódromos não é o que deveria expressar alegria, liberdade de expressão e, principalmente, a liberdade de um povo que passa o ano inteiro sofrendo nas mãos de poderes maiores no afã de, ao menos por alguns dias, ter sua carta de alforria assinada, mesmo que ela vire cinzas na quarta feira. O que se vê desfilando hoje em dia são os interesses de empresários patrocinadores da “alegria”, que camuflam, sob camadas de espessa purpurina, a propaganda livre do que lhes diz respeito. Não é incomum que, por exemplo, grandes nomes das tecnologias da telecomunicação injetem investimentos para essa ou aquela escola exaltar as maravilhas e evoluções desse meio. E compremos celulares novos; é carnaval!! Tudo bem... pode não ser um argumento muito válido, talvez um subterfúgio que eu arranje para explicar minha indiferença que beira o desprezo por essa bela “expressão popular”. E daí que injetem grana? A festa sai, não sai? É claro que sai. E pra quê se preocupar se tem alguém querendo ludibriar o povo? Tudo é motivo pra festa aqui.

            O que mais o carnaval é hoje? Ah, claro, um banquete pra gringo, que passa o ano inteiro sem ver sol e bunda e, meu Deus, num só dia ele pode ter uma overdose disso aqui! Como se chama aquela rua vermelha que tem numa cidade da Holanda, em que as moças ficam se expondo numa vitrine? Bom, não interessa. O importante é que o Carnaval também é isso: uma grande vitrine para esses bons (sim, a maioria são bons, bem intencionados) turistas, que são tratados como reis nas nossas exóticas cidades, enquanto a população morre a míngua. E, deuses, eles realmente gostam disso tudo aqui. Carnaval é arte? Aqueles enredos sempre iguais e com poesia nível zero são arte? As grandes “celebridades”, mantidas com escândalos e mesquinharias durante o resto do ano em que não há carnaval à frente da mídia, (semi) nuas é arte? Só falta dizerem que “Festa no apê” é ópera.

            Tudo bem, eu sou uma pessoa que não costuma fazer muita coisa durante as férias de fevereiro, exceto assistir televisão, e todos sabem que, nessa época, é impossível assistir a algo que preste. Seria esse o verdadeiro motivo por minha revolta contra tudo isso? Talvez. É importante deixar claro que nada tenho contra os pobres coitados que, realmente por amor trabalham dez meses por ano para que tudo isso aí seja realizado. Eu sei o quão importante o carnaval é para uma pessoa que não tem nada, a não ser a vontade de ser, verdadeiramente, feliz. Mas acontece que, de um modo geral, o carnaval hoje não é isso. Vocês hão de convir.

            “Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais. E um dia afinal tinham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia que se chamava: Carnaval”. É disso que eu falo, pessoal. É isso que não acontece, mas deveria acontecer. Tudo bem. Como diz o poeta: Vai passar.      

 

  Hey, eu estive aqui! Talvez eu volte, um dia eu volto, quem sabe. Agora eu estou com pregüiça demais pra pensar nisso. Beijos pra ninguém.

                                                                                                                                                    Temporariamente me desconectando,

                                                                                                                                                               Langdon, o Intruso

Escrito por Lê às 23h30
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Sábado , 05 de Fevereiro de 2005


bom, depois de algum tempo sem postar, aí vai um texto que eu fiz pra aula de inglês. o tema era What I think of the USA. (deve ter vários erros)

A worldwide potency, there isn’t anybody in the world that hasn’t never listened something about the United States. There’s not a person who has never eaten a hamburger in McDonald’s or drunk a glass of Coca Cola.

A country with an interesting history, the United States was created, since the begin, to be a potency. It is enclosed by two important oceans: the Pacific and the Atlantic, what link the USA to two important continents: Asia and Europe. Besides, this country has an import petroleum reservation. The biggest companies of petroleum of the world are Americans.

And, who has never listened anything about his president? Detested by millions of people, adored by other. I don’t want to talk a lot about him, but it’s impossible to talk about USA and don’t talk about George Bush, the man who provoked a war and, in the past, deserted.

Well, I just wanted, someday, talk about a country where the people live in a perfect harmony with the nature, respecting the human above of all. I wanted to talk about a place where nobody provokes a war for interests. And, specially, I wanted to talk about this place in my own language.

 

                                                                                                       [ smill ]

Escrito por [ zero ] às 19h16
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Sexta-feira , 04 de Fevereiro de 2005


Motivo

Só pra recuperar o sentido inicial do site, vai... vou colocar as minhas preferidas aqui (INSÔNIA!!!!!!). A começar, explicando meus motivos, claro...

Motivo

Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.

Se desmorono ou edifico,

se permaneço ou se desfaço

-Não sei, não sei. Não sei se fico

ou se passo.

Sei que canto, e a canção é tudo.

Tem sangue eterno e asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo,

mais nada.       

                               Cecília Meirelles.

                                                                                 Fui

 

Escrito por Lê às 01h18
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Quinta-feira , 03 de Fevereiro de 2005


Chico Buarque em Sampa!!

 

PASSEIO CULTURAL EM SAMPA

13 DE FEVEREIRO - Programa

- Tour no Centro Histórico

- Visita ao Memorial do Imigrante

- Mercado Municipal (Almoço)

- Exposição O Tempo e o Artista -

Trajetória do cantor, compositor e escritor CHICO BUARQUE DE HOLANDA. com fotos, documentos, registros audiovisuais, espetáculos e filmes refazem o percurso da carreira do compositor nas comemorações do seu aniversário de 60 anos.

Pacote inclui: transporte com serviço de bordo, guia e ingressos

Valor: R$55,00 com desconto para aposentado e idoso

Embarque no Centro de Convivência

Informações e Reservas: 3236.1959 ou www.viaculturalturismo.com.br

 

Olha nóis em Sampa aí de novo!!! Valeu, Kátia!!!

                                                                         Langdon

Escrito por Lê às 23h09
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Sábado , 29 de Janeiro de 2005


Gordinhos

Mais inutilidade. Mas dessa vez é engraçada, embora acho que todo mundo já tenha visto...

http://www.gordinho.cjb.net/

Escrito por Lê às 23h47
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De novo??

Frases de banheiro ou não, mais dica musical. Roda Viva, Chico Buarque, agora com a participação de uma Fernanda Porto que se supera a cada música. Vale a pena conferir.

 Roda Viva
>> Chico Buarque
 
    Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)

Escrito por Lê às 23h46
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uhuuuuuuuuuuuuuuu!!!!

Escrito por [ zero ] às 23h26
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Histórico